Ligação com a ansiedade: como o comportamento se altera

Atualizado: 17 de ago. de 2020




Neste terceiro post da trilogia da ansiedade, quero falar sobre os sintomas comportamentais associados ao transtorno.


Um dos mais comuns é a dificuldade para falar. Lembre-se que na base está o mecanismo de luta e fuga. Assim, ao entrar em contato com alguma situação que seja percebida como ameaçadora, o corpo e a mente entrarão em estado de alerta, isto é, no modo luta ou fuga.


Daí os sinais, por um lado, de hiperventilação, agitação, andar de um lado para outro sem sossego. Ou, por outro, de paralisia, imobilidade, dificuldade para falar.


Não é incomum a pessoa convidada para liderar uma reunião, por exemplo, passar os dias anteriores sem dormir direito e, na hora do evento, ficar de tal forma ansiosa que literalmente se esquece de tudo o que havia planejado entregar no momento.


Findo o evento, a conversa com ela mesma continua: ah, eu podia ter dito isto, falado aquilo, questionado aquele outro tópico... E a sensação de frustração e culpa aumenta.


O que corpo e mente buscam nestes momentos é reasseguramento. E boa parte deste está ligado a identificar o medo básico por trás do episódio. No caso acima, pode ser o medo de não ser tão "bom" quanto os demais.


Uma dica: pegue uma folha de papel em branco e registre as alterações de comportamento que viveu nos três últimos episódios. Veja se, por meio delas, consegue mapear um padrão do que você faz quando se sente com ansiedade.


Dra. Monica Martinez, psicanalista junguiana


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